quinta-feira, 20 de março de 2008

Finalmente o acordo?


Hoje foi noticiado pela agência Reuters de notícias que, ao final do encontro entre Lula e o presidente da Comissão Européia, o português José Manuel Durão Barroso, o presidente brasileiro afirmou estarem as partes chegando a um acordo sobre a agenda estabelecida na Rodada de Doha.
Nas palavras de Lula: "Eu vejo, como vê o presidente Barroso, com muito otimismo a possibilidade de concretizarmos um acordo na Rodada de Doha".
O Brasil é importante interlocutor dos países em desenvolvimento e tem se apresentado firme em sua defesa aos compromissos firmados em Doha, que têm como objetivo principal a liberalização comercial não com um fim em si mesma, mas objetivando o desenvolvimento. Um dos consectários necessários ao cumprimento da agenda é o desgravamento da agricultura, tanto no que diz respeito ao acesso a mercados dos países desenvolvidos (leia-se redução de tarifas e outras barreiras aplicadas aos produtos agropecuários), quanto no que se refere à redução de subsídios para produção e exportação, muito comuns nesses países.
Segundo o presidente Lula, os EUA, a União Européia e o Japão têm apresentado ultimamente boa vontade em prol de um acordo.
Vamos ver o que nos reservam os próximos meses.

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domingo, 30 de setembro de 2007

Para ministro neozelandês, países podem concluir Doha

Denise Chrispim Marin
Os Estados Unidos e a União Européia, de um lado, e o Brasil e seus aliados em desenvolvimento, de outro, têm condições de fazer as concessões necessárias para concluir a Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio. De preferência, antes das eleições presidenciais nos Estados Unidos, em 2008.
Essa mensagem foi expressa ontem pelo ministro do Comércio e da Defesa da Nova Zelândia, Phil Goff, aos principais negociadores do Itamaraty. 'Se não concluirmos a Rodada, vamos prejudicar o sistema multilateral do comércio, diluir seus benefícios e acentuar a desigualdade nesse setor', disse Goff, em entrevista ao Estado.'Espero que o presidente (Luiz Inácio Lula da Silva) esteja correto e seja possível concluir a Rodada neste ano. Emocionalmente, concordo com ele', completou, referindo-se a uma declaração de Lula, feita na terça-feira, um dia depois de seu encontro com o presidente americano, George W. Bush.Goff argumentou que o sistema multilateral de comércio enfrentará sérios riscos se as negociações forem congeladas até o início da administração do sucessor de Bush, como defendem observadores da Rodada Doha.Para o ministro neozelandês, a barganha entre a agricultura - redução de subsídios domésticos e abertura do mercado nos países desenvolvidos - e a redução de tarifas de importação na área industrial das economias emergentes tem de 'criar novos fluxos de comércio'.Segundo Goff, o sinal dos EUA de que podem aceitar o teto para os subsídios agrícolas entre US$ 13 bilhões e US$ 16,5 bilhões por ano foi 'um bom passo', já que a oferta anterior previa US$ 22 bilhões e o atual limite é de US$ 48 bilhões.

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