Comissão Européia propõe eliminar os subsídios à produção de etanol

ESTRASBURGO. A Comissão Européia, o braço executivo da União Européia (UE), apresentou ontem uma proposta de reforma do setor agrícola, que prevê uma drástica redução dos subsídios ao segmento, além do fim da ajuda à produção de biocombustíveis, o que beneficiaria países como o Brasil. A reforma da Política Agrícola Comum (PAC) será discutida pelos países membros da UE no segundo semestre. O texto definitivo deve ser votado em novembro.
A reforma, chamada de "exame médico", inclui medidas para aliviar a escassez de alimentos, como a supressão definitiva do descanso obrigatório da terra (de 10% da área total) e o fim da subvenção para o cultivo de matérias-primas para biocombustíveis. Os subsídios respondem pela maior parte do orçamento da PAC, que este ano é de 55,8 bilhões.
A disparada nos preços dos alimentos aumentou a pressão por uma mudança na PAC. Semana passada, o ministro de Finanças britânico, Alistair Darling, fez um apelo pela abertura do bloco aos produtos dos países em desenvolvimento.
- É uma possibilidade de modernizar, fortalecer e simplificar nossa PAC - disse a comissária de Agricultura da UE, Mariann Fischer Boel, acrescentando que, assim, os agricultores poderão responder à crescente demanda por alimentos.
Agricultores que recebem mais de 5 mil por ano sofreriam um corte de 13% nos subsídios até 2013. Os que recebem mais de 300 mil, de 22%. Esses recursos, porém seriam desviados para projetos de desenvolvimento do campo.
Fonte: O Globo
Marcadores: Comércio, Subsídios agrícolas
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